
verão? não pra mim...
2012 é versão branquinha...



vou rifar meu coração from Raquel Couto on Vimeo.



E no movimento do "Tsumangue" (termo que ouvi de Junio Barreto, em referência aos vários lançamentos de bandas pernambucanas nesse semestre), chega agora o Veraneio da banda Eddie, que traz um som bem praiero, olindense e descompromissado. Dá pra baixar no site da banda aqui.
Ainda no tsumangue ainda não tinha falado de Karina Buhr que traz seu segundo Longe de Onde. Disco mais pesado, que traz a carga de palco de Karina... Também tá aí, fácinho pra ser baixado.


BRONZE REVIRADO from Pablo Lobato on Vimeo.

SIBA - Ariana from DobleChapa on Vimeo.


Deus e o Diabo no Liquidificador, Cerebro Eletronico from juliana mundim on Vimeo.




Seu último trabalho “O último dia de um homem sem juízo”, de 2008, lançou Pélico na nova cena musical paulistana e seu rock urgente e divertido, encontrou espaço num cenário cheio de bandas de rock indie, nada originais.
Três anos e muitos shows depois, Pélico, já reconhecido na cena independente, chega com uma nova sonoridade. Sem a guitarra agressiva de seu álbum anterior ele abre espaço para arranjos mais harmônicos, com a presença de clarinete, fagote, violino e a ótima sanfona de Tony Berchmans, que ganhou mais espaço nesse disco. A produção é assinada por Jesus Sanchez (das bandas Los Pirata e Gork) que é também baixista da banda de Pélico. Também participaram das gravações Regis Damasceno e João Erbetta nas guitarras, Richard Ribeiro na bateria e Guilherme Kastrup na percussão, ótimos e experientes músicos.
Em “Que isso fique entre nós” Pélico se arrisca, abre espaço para baladas românticas, de dor de cotovelo, explorando o brega à la Lupicínio Rodrigues e Waldick Soriano. Mas tem também as canções de veia mais pop como ‘Vamo Tentá’ e ‘Sete Minutos de Solidão’ candidatas a hit do disco. E mesmo com todas as experimentações e inovações “Que isso fique entre nós” é um álbum redondo, coerente e sincero.
Como ele próprio canta na primeira faixa do disco “pulsar pra não se arrepender depois/ se aventurar”. Pélico se aventura e nos surpreende nesse instigante e belo disco.
SHOW DE LANÇAMENTO
16/07, às 21h30
SESC Pompeia
Rua Clélia, 93 – Água Branca
Ingressos: de R$ 4,00 a R$ 16,00
Mais informações: www.pelico.com.br e www.yb.com.br



Caçapa iniciou sua trajetória na música na década de 90 com a banda Chão e Chinelo, que também contava com o rabequeiro Maciel Salu e seguia a linha de bandas como Mestre Ambrósio e Cascabulho. Apesar da curta duração a banda deixou o ótimo disco “Loa do boi meia-noite” lançado em 1999. Nos anos seguintes Caçapa iniciou sua carreira de produtor e arranjador com trabalhos em parceria com a cantora paulista Renata Rosa, Tiné, Biu Roque e Alessandra Leão.
Esse lançamento celebra os 15 anos de carreira de Caçapa, e sintetiza toda sua experiência como músico e arranjador e suas diversas influências que vão do coco e do maracatu à música barroca de Sebastian Bach. Elefantes na Rua Nova traz Caçapa tocando três violas dinâmicas, com Alessandra Leão na percussão e Hugo Lins no violão baixo.
A música produzida por Caçapa é rica e delicada, e se distancia do conceito Armorial – movimento que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular – que ainda é muito explorado por grupos instrumentais de Pernambuco. Em Elefantes na Rua Nova Caçapa produz, com muita liberdade e sabedoria, música popular atual.
Para ouvir: http://www.cacapa.mus.br/


Não é chocante?! São tantos esforços políticos para difundir a inclusão digital no país e pouquíssimos pela inclusão cultural e artística. Mas não é minha intenção aqui discorrer sobre as políticas públicas brasileiras e a falta delas. Quero mostrar que a internet também pode ser uma importante ferramenta de acesso e divulgação da arte.
Você sabe que é possível visitar um museu virtualmente?
No dia 1° de fevereiro deste ano, o gigante Google lançou o Google Art Project, uma parceria com 17 museus de várias partes do mundo, onde é possível fazer um tour virtual pelas galerias e conferir obras de arte em altíssima qualidade. O projeto está no início, ainda não foi traduzido para o português (eu espero que algum dia seja), mas já traz uma divertida experiência ao proporcionar passeios por corredores do MoMA, Metropolitan ou Reina Sofia.
E não é só a arte erudita dos grandes museus que está disponível na rede. Também em fevereiro, o Google em parceria com a marca Red Bull lançou a Red Bull Street Art View, dedicada ao mapeamento das artes de rua como o grafite e o stencil. Essa ferramenta é colaborativa e permite que você passeie pelas ruas de centenas de cidades como Londres, Tóquio, Joanesburgo ou São Paulo, sendo guiado apenas pelas intervenções artísticas que ocupam seus muros.
Mas não é só em passeios virtuais que se encontra arte na internet. Redes sociais como o Flickr, focado no compartilhamento de imagens, são fontes inesgotáveis de arte. Democrático, o Flickr é utilizado tanto para o armazenamento de fotografias pessoais quanto para a divulgação de produções artísticas. É necessário tempo e curiosidade, mas através dele você pode acompanhar a produção de fotógrafos e ilustradores anônimos ou pouco ou muito conhecidos, e claro, de todas as partes do mundo.
Essas dicas não valem como desculpa para você não ir ao museu, não são experiências equivalentes, a experiência estética do contato direto com a obra é riquíssima, mas espero que sirvam como tira gosto e que os estimulem a ver cada vez mais arte.
E você? Foi ao museu no último mês? Já viu uma bela imagem hoje?
** texto meu, publicado no Uia Diário, dia 04 de maio de 2011. Escrevi inspirada pelo post abaixo.
eu acho o flickr uma grande potência. uma potência artística e democrática. um dos passatempos que adoro é fuçar imagens de todos os cantos do mundo, criadas por artistas, amadores, anônimos, lá todo mundo tem (ou pode ter) seu espaço. entre os "passeios" virtuais pelo flickr, vou favoritando sempre imagens que me instigam, deixando assim um rastro para que encontre as novamente. e resolvi compartilhar aqui, toda semana, um conjunto delas. o meu álbum de figurinhas.
A dupla trouxe para o palco paulistano o tema “dois curumins na floresta”, que deu forma às dez faixas do trabalho. O rítmico e preciso violão de oito cordas de Gismonti dialogava quase que intuitivamente com a percussão livre de Naná. Enquanto as mãos do violonista deslizavam com firmeza, o percussionista executava um balé na ponta dos pés entre chocalhos, tambores e berimbau. Dessa dança resultavam sons com sotaques bem brasileiros, mas inclassificáveis. Lá fora, o álbum ganhou importantes prêmios de música experimental, jazz, folclórica e até pop, confirmando que o desconhecido é melhor do que aquilo que sabemos.
Entre violões, piano e um universo percussivo, faixas como “Águas Luminosas”, “Quarto Mundo” e “Bambuzal” cresciam na performance dos dois músicos, com arranjos ainda mais vivos e animados que a gravação de 76. E o público, em silêncio absoluto, ora prendendo a respiração, ora exibindo rostos boquiabertos, demonstrava que tudo estava sendo absorvido. Ao fim de cada número, aplausos e gritos extasiados respondiam ao talento único de Gismonti e Naná.
* por Alice Coutinho e Luciano Máximo
** publicado no Uia Diário, dia 12 de abril de 2011

Recess Sessions, volume 1 _ Curumin part 1 from Vincent Moon / Petites Planetes on Vimeo.


