jeudi, août 02, 2012
5 anos de corujice!
Com o objetivo de facilitar o acesso ao conteúdo do site, a Casa8 – produtora responsável pelo Uia Diário desde janeiro de 2012 – lança agora um aplicativo Uia para iPhone.
Desenvolvido por Daniel Taparelli, o aplicativo traz as principais funcionalidades do site: dicas do dia, endereços das casas indicadas, textos de colaboradores e promoções.
Para comemorar o aniversário do site e a novidade, vamos fazer uma grande festa na Serralheria, no próximo dia 2 de agosto.
No palco, a banda Metá Metá. Nas picapes: Theo Werneck, DJs Bendita (Alice Coutinho e Ana Carmo), Bárbara de Paula (jornalista e sócia da Fibra Galeria) e Raul Perez (repórter do Uia).
Venha comemorar com a gente!
Sobre o Metá Metá: Projeto de Juçara Marçal (voz), Kiko Dinucci (violão/composições) e Thiago França (sax). Com base no universo musical afro-religioso brasileiro, o trio dispensa o uso de percussão, sem deixar as características rítmicas de lado, ressaltando os elementos harmônicos e melódicos, bem como os signos da música de influência africana no mundo. Além de composições de Kiko, o repertório conta com autores contemporâneos como Jonathan Silva e Douglas Germano, entre outros.
*Flyer: Lin Diniz
5 ANOS DE UIA DIÁRIO + LANÇAMENTO APP UIA
Quando: 02/08/12 (quinta-feira), a partir das 22h00
Onde: Serralheria (Rua Guaicurus, 857 - Lapa – 11 2592-3923)
Show: Metá Metá
DJs: Raul Perez, DJs Benditas (Alice Coutinho e Ana Carmo), Bárbara de Paula, Theo Werneck
Quanto: R$ 15
jeudi, mars 15, 2012
Os vôos da coruja!
Hoje a Mônica Herculano, minha sócia e parceira, contou no Uia o que andamos aprontando de novo por aqui... Faço minhas as palavras dela! E vida longa a Casa8!

Muitas mudanças vêm acontecendo no Uia Diário desde o final do ano passado. A nossa sócia-fundadora Ana Carmo resolveu tomar outros rumos na vida e eu e Alice Coutinho decidimos manter este site, que é talvez o nosso maior xodó desde 2007.
Quem esteve na nossa festa de aniversário no ano passado contribuiu para uma grande mudança que não é visível, mas que fez toda a diferença pra que a gente não tivesse mais aqueles problemas técnicos recorrentes, como ficar fora do ar no momento em que todos mais precisavam de nós. Com a grana arrecadada, a gente mudou o servidor do site.
Em outubro, eu e Alice fomos convidadas por Leonardo Brant, importante consultor da área cultural, para abrir uma nova empresa. Essa empresa produziria conteúdo para marcas e, além disso, seria responsável pelo site Cultura e Mercado – criado por Brant há 12 anos e referência para quem trabalha com cultura – e pelo Uia Diário, tendo como objetivo ampliar o potencial desses dois veículos e das suas redes.
Nós topamos, e neste ano nasceu a Casa8, agência de produção de conteúdo para marcas, com foco em cultura e na convergência de mídias.
Por isso nos últimos meses você tem visto algumas notícias do Cultura e Mercado nas nossas redes, e daqui pra frente verá o Uia – por meio da Casa8 – envolvido em muita coisa bacana que diz respeito à cultura no Brasil, além de continuar informando – mas agora com mais estrutura – diariamente o que há de melhor pra se fazer na cidade.
O Uia nunca deixará de ter como sua principal função ser uma agenda cultural, mas a gente acredita que faz parte do nosso trabalho estar atento a tudo que envolve e está relacionado, direta ou indiretamente, ao que divulgamos aqui.
Acreditamos que interessa a quem acompanha o Uia estar ligado em como a cidade está produzindo cultura, quais são as novidades do mercado (não apenas o novo disco que foi lançado, mas como ele foi lançado), como os projetos estão sendo financiados, entre outros assuntos que permeiam a nossa vida cultural.
Você não é obrigado a ler, claro. Mas a gente vai colocar os links nas redes e, se tiver interesse, entra lá, participa, opina, divulga. Porque entendemos que é um serviço a mais que devemos prestar pra quem quer que a nossa cidade seja ainda mais criativa.
Foi dada a largada para uma nova etapa na vida do nosso bom e velho Uia Diário! E nem precisa correr, só manter os olhos atentos e a cabeça aberta.
* textinho original aqui no Uia ó!
dimanche, mars 11, 2012
Sambanzo – Etiópia

Hoje o músico e produtor Thiago França lança online seu novo trabalho Sambanzo – Etiópia.
Pra quem é leitor assíduo do Uia (veja aqui a rapidinha com ele) e ouvinte do nosso podcast conhece bem o trabalho do moço. Mas eu resumo aqui: Thiago é um saxofonista talentosíssimo que acompanha músicos como Criolo e Romulo Fróes e tem projetos próprios como o trio Marginals e o elogiadíssimo Metá Metá com Juçara Marçal e Kiko Dinucci. Só pra ter ideia em 2011 foram 5 discos lançados com participação dele e todos figuraram entre as listas de melhores do ano.
Agora é a vez do Sambanzo!
Esse projeto é a continuação de seu CD de estréia, “Na Gafieira” (2009), que explorava o universo tradicional da gafieira, do samba, choro e da dança de salão. A aproximação com a cultura africana, musical e religiosa ampliou a pesquisa de Thiago e aos poucos foi surgindo o Sambanzo.
Com experimentos em palcos da cidade como o JazznosFundos o projeto tomou corpo, repertório e formação oficial que conta com Kiko Dinucci na guitarra, Marcelo Cabral no baixo, Samba Ossalê na percussão e Welington Moreira “Pimpa” na bateria.
“Sambanzo: Etiópia”, primeiro disco do projeto, foi gravado numa tacada só, em julho de 2011, com intenção de registrar o clima instigado e de improvisação dos shows. Partindo do samba e de seus desdobramentos, Etiópia flerta com a música africana e latina e dialoga com a linhagem evolutiva do jazz, mais livre e abertas a improvisos e a criação coletiva dos músicos. Há influências do afrobeat, do ethio-jazz, da guitarrada paraense e cantigas tradicionais da Umbanda.
Bom demais! O disco está disponível para download pelo site: http://sambanzo.blogspot.com/
E o show de lançamento acontece na próxima terça no SESC Pompeia. Todos intimados!
SERVIÇO
Terça, 13/03 às 21h
Entrada Gratuita
SESC Pompeia
*texto meu publicado sexta no Uia
dimanche, juillet 31, 2011
4 anos de muita corujice

4 anos atrás eu e Ana, numa ideia de ajudar os amigos indecisos sobre a balada do dia, criamos o blog Uia Diário. Sem nenhuma pretenção o blog foi crescendo, crescendo e me absorvendo, como já diria o Caetano, e hoje é nosso site, nosso brinco de ouro da princesa!
E as princesas, eu, Ana e Monica, também conhecidas como corujas do Uia, vamos comemorar em grande estilo esses 4 anos de vida, nessa quinta-feira dia 04 de agosto no Bleeckr St aqui em São Paulo. Modéstia à parte festa é algo que sabemos fazer bem, e nessa os djotas, animadores e parceiros serão André Abujamra, Kiko Dinucci, Malásia e Theo Werneck, além claro, de nós corujas. O convite é pra festa e também pra uma colaboração pro nosso bebê, pois toda a renda da festa irá para manutenção e melhorias no site.
Simbora?
Aqui no Uia tem todas as informações detalhadas e também uma suuuuper promoção com brindes incríveis doados por nossos parceiros!
mercredi, juillet 13, 2011
Que isso fique entre nós

O cantor e compositor paulistano Pélico lança essa semana seu terceiro álbum de estúdio “Que isso fique entre nós” (yb music): um disco bonito, bem produzido, que apresenta ao público um novo Pélico, mais leve e romântico.
Seu último trabalho “O último dia de um homem sem juízo”, de 2008, lançou Pélico na nova cena musical paulistana e seu rock urgente e divertido, encontrou espaço num cenário cheio de bandas de rock indie, nada originais.
Três anos e muitos shows depois, Pélico, já reconhecido na cena independente, chega com uma nova sonoridade. Sem a guitarra agressiva de seu álbum anterior ele abre espaço para arranjos mais harmônicos, com a presença de clarinete, fagote, violino e a ótima sanfona de Tony Berchmans, que ganhou mais espaço nesse disco. A produção é assinada por Jesus Sanchez (das bandas Los Pirata e Gork) que é também baixista da banda de Pélico. Também participaram das gravações Regis Damasceno e João Erbetta nas guitarras, Richard Ribeiro na bateria e Guilherme Kastrup na percussão, ótimos e experientes músicos.
Em “Que isso fique entre nós” Pélico se arrisca, abre espaço para baladas românticas, de dor de cotovelo, explorando o brega à la Lupicínio Rodrigues e Waldick Soriano. Mas tem também as canções de veia mais pop como ‘Vamo Tentá’ e ‘Sete Minutos de Solidão’ candidatas a hit do disco. E mesmo com todas as experimentações e inovações “Que isso fique entre nós” é um álbum redondo, coerente e sincero.
Como ele próprio canta na primeira faixa do disco “pulsar pra não se arrepender depois/ se aventurar”. Pélico se aventura e nos surpreende nesse instigante e belo disco.
SHOW DE LANÇAMENTO
16/07, às 21h30
SESC Pompeia
Rua Clélia, 93 – Água Branca
Ingressos: de R$ 4,00 a R$ 16,00
Mais informações: www.pelico.com.br e www.yb.com.br
* texto publicado no Uia Diário, ontem 12/07.
mardi, juin 28, 2011
Um Labirinto em Cada Pé

Labirintos sempre me lembram do escritor argentino Jorge Luís Borges. Sua fixação por eles em seus textos é grande, seus labirintos sempre apontam o infinito, labirintos de palavras, ideias, símbolos. Até a vida, em seus caminhos e bifurcações, são para ele “invisíveis labirintos de tempo”.
‘Um Labirinto em Cada Pé’ é o título do quarto álbum do cantor e compositor paulistano Romulo Fróes, que assim como Borges, expõe seu particular labirinto de sons e palavras. Mas esse não é um labirinto de percursos intrincados, mas sim de possibilidades e encontros. Nesse disco Romulo amadurece e apresenta uma bonita e harmônica seleção de canções.
Em 2009, Romulo, em pleno percurso labiríntico de sua trajetória musical, lançou o genial ‘No Chão Sem o Chão’. Nesse disco duplo o cantor explorou todo seu rico repertório e abriu espaço para experimentações. Se desfez do rótulo de sambista triste, adquirido com os primeiros álbuns, e trouxe novas sonoridades, desde um som pesado, roqueiro a leveza de marchinhas e frevos. ‘No Chão Sem o Chão’ coloca definitivamente Romulo como um importante personagem na cena musical, que busca e aponta novos caminhos para a canção brasileira.
‘Um Labirinto em Cada Pé’ chega como um álbum coeso. Romulo encontra um equilíbrio musical, onde o samba tem novamente um espaço importante, mas não está em primeiro plano, é apenas um ponto de partida. Para chegar nessa síntese, Romulo contou com o auxílio luxuoso do cavaquinho e violão de Rodrigo Campos, outro sambista “torto” e incrivelmente talentoso, e de sua ótima banda formada por Guilherme Held (guitarra), Marcelo Cabral (baixo), Pedro Ito (bateria) e Thiago França (saxofone). O disco ainda traz lindas participações de Dona Inah, Arnaldo Antunes e Nina Becker.
Outro tom labiríntico do disco é dado pelas composições de Romulo, com os parceiros e artistas plásticos Nuno Ramos e Clima (Eduardo Climachauska). Essa escrita labiríntica aponta para diversas direções e diferentes significados como uma boa obra de arte. É só ler os versos “Rosa azul é a boca vermelha / Céu nenhum é da nuca à orelha / Vôo cego é o sim da cigarra / Lua escura essa pinta na cara” ou “Eu em cada gosto razão / Cada bicho morto no chão / Voz vem ouvir”. Uma poesia torta, desconstruída, às vezes triste, irônica e até inconveniente, que dialoga bem com a voz grave e linear do cantor, que, aliás, canta cada vez melhor.
O labirinto está aberto: enverede-se!
Você pode ouvir, baixar e comprar o disco através do site: http://umlabirintoemcadape.blogspot.com/
SHOW DE LANÇAMENTO:
Quinta-feira, 30/06 às 21h
SESC Pompeia
Rua Clélia, 93 – Água Branca
Valores: de R$ 4 a R$ 12.
jeudi, juin 16, 2011
Elefantes na Rua Nova

Elefantes na Rua Nova é o nome do primeiro álbum solo do músico e produtor pernambucano Caçapa, que une a tradição da música regional nordestina às técnicas de composição da música erudita, criando uma bela trama costurada pela viola dinâmica, instrumento utilizado tradicionalmente no repente.
Caçapa iniciou sua trajetória na música na década de 90 com a banda Chão e Chinelo, que também contava com o rabequeiro Maciel Salu e seguia a linha de bandas como Mestre Ambrósio e Cascabulho. Apesar da curta duração a banda deixou o ótimo disco “Loa do boi meia-noite” lançado em 1999. Nos anos seguintes Caçapa iniciou sua carreira de produtor e arranjador com trabalhos em parceria com a cantora paulista Renata Rosa, Tiné, Biu Roque e Alessandra Leão.
Esse lançamento celebra os 15 anos de carreira de Caçapa, e sintetiza toda sua experiência como músico e arranjador e suas diversas influências que vão do coco e do maracatu à música barroca de Sebastian Bach. Elefantes na Rua Nova traz Caçapa tocando três violas dinâmicas, com Alessandra Leão na percussão e Hugo Lins no violão baixo.
A música produzida por Caçapa é rica e delicada, e se distancia do conceito Armorial – movimento que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular – que ainda é muito explorado por grupos instrumentais de Pernambuco. Em Elefantes na Rua Nova Caçapa produz, com muita liberdade e sabedoria, música popular atual.
Para ouvir: http://www.cacapa.mus.br/
jeudi, mai 05, 2011
A democrática arte virtual

Hoje em dia, mais de 40% da população brasileira acessa ou já acessou a internet, segundo dados do IBGE. Sabe a porcentagem de brasileiros que já entraram em um museu? 4%.
Não é chocante?! São tantos esforços políticos para difundir a inclusão digital no país e pouquíssimos pela inclusão cultural e artística. Mas não é minha intenção aqui discorrer sobre as políticas públicas brasileiras e a falta delas. Quero mostrar que a internet também pode ser uma importante ferramenta de acesso e divulgação da arte.
Você sabe que é possível visitar um museu virtualmente?
No dia 1° de fevereiro deste ano, o gigante Google lançou o Google Art Project, uma parceria com 17 museus de várias partes do mundo, onde é possível fazer um tour virtual pelas galerias e conferir obras de arte em altíssima qualidade. O projeto está no início, ainda não foi traduzido para o português (eu espero que algum dia seja), mas já traz uma divertida experiência ao proporcionar passeios por corredores do MoMA, Metropolitan ou Reina Sofia.
E não é só a arte erudita dos grandes museus que está disponível na rede. Também em fevereiro, o Google em parceria com a marca Red Bull lançou a Red Bull Street Art View, dedicada ao mapeamento das artes de rua como o grafite e o stencil. Essa ferramenta é colaborativa e permite que você passeie pelas ruas de centenas de cidades como Londres, Tóquio, Joanesburgo ou São Paulo, sendo guiado apenas pelas intervenções artísticas que ocupam seus muros.
Mas não é só em passeios virtuais que se encontra arte na internet. Redes sociais como o Flickr, focado no compartilhamento de imagens, são fontes inesgotáveis de arte. Democrático, o Flickr é utilizado tanto para o armazenamento de fotografias pessoais quanto para a divulgação de produções artísticas. É necessário tempo e curiosidade, mas através dele você pode acompanhar a produção de fotógrafos e ilustradores anônimos ou pouco ou muito conhecidos, e claro, de todas as partes do mundo.
Essas dicas não valem como desculpa para você não ir ao museu, não são experiências equivalentes, a experiência estética do contato direto com a obra é riquíssima, mas espero que sirvam como tira gosto e que os estimulem a ver cada vez mais arte.
E você? Foi ao museu no último mês? Já viu uma bela imagem hoje?
** texto meu, publicado no Uia Diário, dia 04 de maio de 2011. Escrevi inspirada pelo post abaixo.
vendredi, avril 15, 2011
Dança das Cabeças

“Todo começo é involuntário”. Assim o músico e multi-instrumentista Egberto Gismonti começou o concorrido show em homenagem ao álbum Dança das Cabeças, de 1977, no SESC Belenzinho no último sábado, em São Paulo. O verso de Fernando Pessoa foi citado por Gismonti para ilustrar o inesperado encontro entre ele e o percussionista Naná Vasconcelos em meados de 1976, em Paris. Involuntariamente e “sem tempo para ensaios” nascia ali esse instigante disco de dois monstros da música brasileira.
A dupla trouxe para o palco paulistano o tema “dois curumins na floresta”, que deu forma às dez faixas do trabalho. O rítmico e preciso violão de oito cordas de Gismonti dialogava quase que intuitivamente com a percussão livre de Naná. Enquanto as mãos do violonista deslizavam com firmeza, o percussionista executava um balé na ponta dos pés entre chocalhos, tambores e berimbau. Dessa dança resultavam sons com sotaques bem brasileiros, mas inclassificáveis. Lá fora, o álbum ganhou importantes prêmios de música experimental, jazz, folclórica e até pop, confirmando que o desconhecido é melhor do que aquilo que sabemos.
Entre violões, piano e um universo percussivo, faixas como “Águas Luminosas”, “Quarto Mundo” e “Bambuzal” cresciam na performance dos dois músicos, com arranjos ainda mais vivos e animados que a gravação de 76. E o público, em silêncio absoluto, ora prendendo a respiração, ora exibindo rostos boquiabertos, demonstrava que tudo estava sendo absorvido. Ao fim de cada número, aplausos e gritos extasiados respondiam ao talento único de Gismonti e Naná.
* por Alice Coutinho e Luciano Máximo
** publicado no Uia Diário, dia 12 de abril de 2011
jeudi, mars 17, 2011
Um show pra viagem

Se você gosta de música, cinema, improviso e espontaneidade, vai gostar desse projeto, ou melhor, desses projetos.
Take Away Show é um deles. Idealizado pelo cineasta e documentarista francês Vincent Moon (www.vincentmoon.com) para o site La Blogotheque (www.blogotheque.net), o projeto produz vídeos musicais para a web desde 2006. Não são considerados videoclipes, o registro ocorre de forma improvisada, sem grandes edições ou orçamentos e em lugares inusitados como na rua, em restaurantes, no topo de prédios, etc.
Pela descrição talvez você se lembre do site brasileiro Música de Bolso (www.musicadebolso.com.br), e realmente são propostas muito parecidas, a diferença é que Vincent produz vídeos mais artísticos com qualidade de som e imagem impecáveis. Nesses anos de projeto mais de 200 episódios foram publicados, registrando bandas como R.E.M., Arcade Fire, The National, Sigur Rós, Andrew Bird, Yo La Tengo e muitas outras, muitas mesmo. Tem material para horas de diversão, e com bandas que você provavelmente nunca ouviu falar.
Recentemente Vincent deu início a um novo projeto, chamado Temporary Areas (www.temporaryareas.com) , onde ele leva a estética dos Take Away Shows em suas viagens pelo mundo. Entre os lugares que participaram estão Copenhagen, Shangai, New York, Jerusalém, Buenos Aires e o Brasil. Isso mesmo, entre novembro do ano passado e janeiro Vincent esteve no país e selecionou nomes como Tom Zé, Elza Soares, Jorge Mautner, Ney Matogrosso, Dona Inah, Thiago Pethit, a banda Holger e outros. Os vídeos estarão disponíveis em seu site em breve. Até lá você pode assistir os registros que o cineasta fez do Curumin e sua banda em uma turnê em NY em 2009, ou qualquer outro entre as centenas de opções. E no dia 24 de março haverá exibição do filme An Island, de Vincent Moon sobre a banda dinamarquesa Efterklang na Biblioteca Viriato Corrêa na Vila Mariana.
Solte o play e divirta-se!
Recess Sessions, volume 1 _ Curumin part 1 from Vincent Moon / Petites Planetes on Vimeo.
** texto publicado no Uia Diário dia 21 de fevereiro.
vendredi, février 11, 2011
O grupo Rumo está de volta!
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Após mais de 15 anos sem lançamentos a banda se reuniu novamente, por convite do integrante Geraldo Leite e lançam o disco “Sopa de Concha” (Biscoito Fino).
Sopa de Concha nasceu a partir de uma longa e minuciosa pesquisa de Geraldo Leite no acervo do Instituto Moreira Sales no Rio. Entre os achados estão registros das décadas de 30 e 40 gravados em 78 rotações e composições pouco conhecidas de Noel Rosa, Lamartine Babo, Luiz Gonzaga e outros. Com a seleção feita, Geraldo contou com a adesão imediata dos demais integrantes do Rumo para embarcar no projeto.
Mas essa pesquisa não começou aqui. Em 1979 o grupo lançou seu segundo álbum “Rumo aos Antigos” com regravações surpreendentes de composições pouco conhecidas de Noel Rosa, Lamartine Babo, Vadico e Sinhô, e é até hoje um dos álbuns mais bem comentados do grupo.
O Rumo foi criado em 1974 por um grupo de jovens alunos da Escola de Comunicação e Artes da USP. São eles: Paulo Tatit, Ná Ozzetti, Gal Oppido, Hélio Ziskind, Zécarlos Ribeiro, Pedro Mourão, Akira Ueno, Luiz Tatit, Ciça Tuccori e Geraldo Leite. Na década seguinte o grupo se tornou um dos ícones da “Vanguarda Paulista” ao lado de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Foram 6 discos lançados e muitos prêmios em 20 anos de banda, em 1994 eles encerraram as atividades.
Sopa de Concha é grata surpresa. Tanto pelo retorno do grupo, quanto pelo repertório original. Destaque para as faixas “Sopa de Concha” de Alcyr Pires Vermelho e Pedro Caetano, “Pão Duro” de Assis Valente e Luiz Gonzaga e “Pão com Banana” de Cícero Nunes e Portelo Junior. E a música paulista agradece!
“se a vida fosse tão doce
como toda gente quer
seria sopa de concha
e açúcar de colher”
Para ouvir, saber mais ou comprar o disco: http://www.gruporumo.com.br/
mardi, janvier 18, 2011
top preguiça

o top five ano a ano fica mais preguiçoso, de uma lista original de 20 itens se faço 4 ou 5 hoje é muito. mas não vamos perder a tradição, afinal esse blog já tem 5 anos (de muito hiato mas tem).
então segue aqui:
5 lançamentos nacionais (femininos)
1. Letuce - Plano de Fuga Pra Cima dos Outros e de Mim
2. Tulipa Ruiz - Efêmera
3. Karina Buhr - Eu Menti Pra Você
4. Lurdez da Luz - Lurdez da Luz
5. Nina Becker - Vermelho
5 músicas do ano
1. Ziriguidum – Lurdez da Luz
2. Potência - Letuce
3. Cira, Regina e Nana – Lucas Santtana
4. Bichinho do Sono – Bruno Morais
5. Beggin – Frankie Valli
5 livros do ano
1. Crônica na Pedra – Ismail Kadaré
2. Caim – José Saramago
3. Um Jogador – Fiodor Dostoievski
4. A arte de produzir efeito sem causa – Lourenço Mutarelli
5. Noites Tropicais – Nelson Motta
5 programas de TV
1. Greys Anatomy
2. House
3. Boardwake Empire
4. Alternativa Saúde
5. Nigella
e de bônus os melhores que fiz pra rapidinha de fim de ano do Uia, que aliás foi massa, muita gente legal participou. segue aqui parte 1, parte 2 e parte 3:
5 laricas
1. Milkshake de Vanilla Crocante do Zé do Hambúrguer
2. Brownie da Bela Paulista
3. Brigadeiro da Coco, Cravo e Canela
4. Bolo Delícia de Amêndoas da Dona Deôla
5. Cupcake (qualquer um) da Wondercakes
5 blogs de comida
1. Simplesmente Delícia
2. The Cookie Shop
3. Technicolor Kitchen
4. Mixirica
5. Chocolatria
* e a img é da Lygia Lee (descoberta em 2010)
mercredi, décembre 08, 2010
Os Tapumes de Henrique Oliveira
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A obra do artista plástico Henrique Oliveira é a que mais me inquieta entre os jovens artistas brasileiros. O meu primeiro contato com o trabalho dele aconteceu na exposição Paralela 2006, e lembro como se fosse hoje o impacto que tive ao entrar na sala. Ele cria grandes instalações utilizando tapumes, restos de madeiras e compensados encontrados nas ruas, e com eles cria formas orgânicas que parecem brotar de dentro de paredes brancas. Ao mesmo tempo em que gera certa repulsa, pois as formas remetem a entranhas e feridas, tumores e até tubérculos, também encanta pela harmonia das cores, o material e a força que produz. De 2006 pra cá tive o prazer de ver algumas outras obras dele, como a Túnel, instalação feita no Itaú Cultural em 2007 que criava um convidativo labirinto fantástico. Sua mais recente obra é também um labirinto/túnel e está exposta hoje na 29ª Bienal Internacional de São Paulo. Mais uma vez uma bela surpresa, a obra é chamada A Origem do Terceiro Mundo, e tem a entrada (ou saída) na forma de uma vagina, inspirado no quadro do pintor francês Gustave Courbet – A Origem do Mundo. A instalação tem feito sucesso com o público da Bienal, pela interatividade, beleza, ironia e possibilidade de imersão completa naquele universo precário e ao mesmo tempo riquíssimo produzido por Oliveira. Me encanta!
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Veja mais sobre Henrique Oliveira em seu site: www.henriqueoliveira.com
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E visite a 29ª Bienal Internacional de São Paulo
De segunda a domingo, até 12 de dezembro.
No Parque do Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3
Entrada Gratuita.
