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mardi, décembre 03, 2013

o buraco

"desfazer, agoniza
enquanto cai, ojeriza"

a cidade cai.

Novo clipe lindo do Passo Torto.
O Buraco, faixa do disco Passo Elétrico


mercredi, décembre 05, 2012

um abraçaço pra terminar o ano (ou o mundo)

eu não quero fazer piada sobre o fim do mundo, pois acho isso uma chatice e a própria piada em si...
o título então foi só pra soar contemporâneo, já que ser contemporâneo é uma das características mais fortes na personalidade e obra do meu gênio mais querido: Caetano Veloso.

encerrando a fantástica trilogia com a banda Cê, Caê lançou ontem o álbum "Abraçaço", um disco um tico menos inspirado que seus dois anteriores, mas que traz pérolas da canção popular e que ganha mais e mais espaço a cada audição.

como disse Nuno Ramos ontem, se referindo a obra de Lorenzo Mammi "clássico é a obra que dá conta de tudo, inclusive dela mesma", e acho que Caetano faz isso com maestria na sua obra e fez agora em "abraçaço", instantaneamente um clássico!

canções como Estou Triste e Quando o Galo Cantou já valem por todo o disco e mais um pouco, com versos lindos, melancólicos e geniais como "Eu me sinto vazio/ E ainda assim farto/ Estou triste, tão triste/ E o lugar mais frio do Rio é o meu quarto".


ou "eu queria parar / esse instante de nunca parar / nós instituímos esse lugar / nada virá"


só é uma pena que esse abraço seja de uma despedida, desses seis anos de parceria, inovação, liberdade e aposta que teve com o Cê de Pedro Sá, Marcelo Calado e Ricardo Dias Gomes. mas essa obra grandiosa fica: com Cê, Zii e Zie, Recanto e Abraçaço, numa trajetória ainda mais gradiosa. valeu Caê! Aquele abraçaço!

vendredi, novembre 09, 2012

afro-metal

Essa semana o trio Metá Metá, formado por Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França, lançou virtualmente o segundo e aguardado álbum MetaL MetaL.

A brincadeira e referência ao gênero do rock surgiu durante os shows do primeiro disco quando ampliaram a formação original - voz, violão e sax - incluindo baixo, percussão e bateria, formando uma versão mais "pesada" do Metá.

Mas a nova formação não deu apenas mais peso a sonoridade, ela possibilitou ampliar a linguagem musical do trio e trazer novas referências ao tema, que permanece o mesmo: o universo musical afro-religioso brasileiro.

Desde os "Os Afro-sambas" de Baden e Vinícius que esse universo é constantemente referenciado na canção popular brasileira, mas desde 1966 não havia um álbum inteiro dedicado ao tema, e tão feliz e ousado como MetaL MetaL.

O violão de Kiko Dinucci, muitas vezes relacionado à Baden por sua forma percussiva, agora divide espaço com uma guitarra que parece receber o mesmo tratamento dedilhado, percussivo e até arranhado, com referências da guitarrada paraense e de ritmos africanos. O mesmo acontece com Thiago França que une ao sax e flauta, sintetizadores e o sopro eletrônico do EWI.

Esses ritmos africanos estão muito presentes nesse álbum, do afrobeat nigeriano na faixa 'Logun', a um clima etíope que lembra o trabalho de Mulatu Astatke na 'Man Feriman' até a doce canção 'Cobra Rasteira' que tem ares cabo verdianos.

Cantigas de domínio público tradicionais nos terreiros de candomblé unem-se a composições de Kiko e de sua parceria com Douglas Germano, algumas já gravadas anteriormente como 'São Jorge' e 'Rainha das Cabeças' que foram ganhando novo corpo e vigor nos shows. A temática das letras são os Orixás - Exu, Iansã, Ogun, Oxum, Logun Edé e Orunmila estão representados em canções que seguem os moldes dos cantos religiosos de adoração e celebração, inclusive escritos também na língua iorubá.

A celebração é intencional, as músicas são quase todas fortes, agressivas, com andamentos rápidos, parecendo ser feitas para a catarse coletiva. E o canto de Juçara Marçal que passeia incrivelmente pelos diversos climas e tons é que transporta e compartilha a todos essa catarse. A atitude e a força do disco é que vem do rock, do heavy metal!

E fechando o álbum a canção 'Tristeza Não' de Alice Ruiz e Itamar Assumpção, que apesar de fugir da temática do disco, acentua o metal e encerra com uma grande homenagem ao cantor que é referência para o trio.

"Cantar como quem resiste
Resistir como quem deseja
Meu versejar seja
Sorriso que te visite
A brisa que te beija
E que te festeja"


E Viva o MetaL!


O disco está disponível para download no site: http://www.kikodinucci.com.br/




* texto publicado hoje no Uia

jeudi, novembre 01, 2012

Trabalhos Carnívoros


"... o momento é histórico, para o bem da nossa espécie.
O terreno treme forte para os mal acostumados.
O costume anuncia, e a pele se regenera, para o bem da nossa espécie."

Essa letra é da canção que abre o belíssimo disco "Trabalhos Carnívoros" do compositor, cantor e produtor Gui Amabis.

O momento histórico é para mim o cenário brilhante e o terreno que treme da atual produção da música popular brasileira, uma produção que se regenera, e sim: para o bem da nossa espécie, como prova esse disco.

"Todas essas letras são o brilho de uma alegoria que vivi e despi."

Já na canção "Tiro" Amabis dá o tom pessoal que permeia o disco. Depois de se encontrar com suas memórias e raízes no disco de estreia "Memórias Luso-Africanas" (2011), o músico amadurece na linguagem, na canção e também no trabalho de cantor, assumindo esse lado ainda pouco conhecido do público. As letras trazem experiências e narrativas pessoais, ao mesmo tempo líricas e pragmáticas, "com o foco bem mais preciso" com ele diz.

É um disco coeso, minucioso também na produção, no repertório, no projeto gráfico, teaser e no lindo clipe (abaixo). Motivo de tamanho capricho talvez venha de seu trabalho como produtor de trilhas sonoras (já assinou de filmes como 'O Senhor das Armas', 'Quincas Berro D'água', 'Bruna Surfistinha'...), metier que requer uma grande delicadeza e habilidade para criar climas e atmosferas, o que fica claro em "Trabalhos Carnívoros".

Outros pontos altos do disco? A balada "Crepúsculo" aquela forte candidata ao repeat e a guitarra de outro mestre dos climas Régis Damasceno.

Uma audição imperdível! O disco está disponível para download no site do músico até 17 de novembro. Então vai lá!

"Já me disse um bom amigo, merece quem aceita."



textinho publicado hoje no Uia.

vendredi, août 31, 2012

e o coração a tocar, e a tocar

como estar dentro de uma porcelana
ou de dentro de uma cascavél...

domenico lancellotti | cine privê from horto filmes | clara cavour on Vimeo.

Domenico lança esse clipe SENSACIONAL, e só reitera seu nome na minha lista de melhores discos de 2011. Não tem nem o que falar!

vendredi, août 24, 2012

correr o risco...

"Corro o risco de correr
Corro o risco de correr o risco" 


Tatá Aeroplano acaba de lançar seu primeiro disco solo. É isso mesmo, pode soar estranho, mas o músico, um dos nomes centrais da cena independente que já lançou cinco discos com suas bandas Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro, trocou de turma, correu o risco e acertou ao lançar esse grande álbum.

O encontro musical com os talentosos músicos cearenses Dustan Galas e Junior Boca trouxe nova sonoridade e clima ao som do Tatá - mais noturno e melancólico que seus trabalhos até então. Os músicos conseguiram imprimir com perfeição os climas cinematográficos sugeridos nas canções de Tatá. São temas de amor - de fim de amor, e a cidade de São Paulo como cenário ativo... a cidade do caos, da lentidão, da Rua Augusta, da "jungle freak".

"Tudo parado na city / Mais uma chuva no ar / Pessoas baratinadas / Não sabem se vão chegar"

Tatá também arriscou na produção e colocou seu projeto para financiamento coletivo no site Embolacha. Mais outro acerto! Com 67 "patrocinadores" e R$ 20 mil no caixa que permitiu uma produção bacana e lançamentos em CD e Vinil.

O trabalho está disponível para download em http://tataaeroplano.com/

Ouça e corra o risco você também...




texto publicado hoje no Uia.

lundi, août 06, 2012

cut the world

o incrível e andrógeno Antony Hegarty (o Antony and The Johnsons) lançou hoje novo álbum e um clipe lindo da música que dá nome ao disco: "Cut The World".

a canção foi escrita originalmente para a ópera "The Life and death of Marina Abramović", que estreará no dia 11 de agosto no Southbank Centre, em Londres, como parte do Meltdown Festival, que tem Antony como curador. uma dupla e tanto essa!

Marina também participa do clipe junto aos atores Willem Dafoe e Carice Van Houten... é brutal, poético, triste... uma abordagem quase literal do diretor Nabil para uma letra provocadora.

"but when will i turn and cut the world?"


samedi, juillet 28, 2012

a ira de alice

depois do sorriso do gato de alice e do alice não escreva aquela carta de amor, vem a ira de alice.
a alice da canção de Bruno Morais e Romulo Fróes, aquela que não sabe calar. uma ira dançantes com guitarras baianas.

no post abaixo eu falei do projeto Lado A Lado B com lançamento dos singles de Bruno e Lulina, mas não falei das canções que são ótimas!

Bruno lança seu terceiro compacto, com as músicas 'O mundo vai me convencer' e 'Ela não sabe calar'. A primeira é parceria de Lulina e Romulo e a outra, que falei agora a pouco, além de ser "minha música", reune um timaço na gravação com Maurício Flery, Marcelo Callado, Lucas Santtana, Régis Damasceno e André Édipo.

No link abaixo dá pra ouvir, baixar o aúdio e até os tracks separados para mixar...
Ó que delícia!
http://www.jardelmusic.com/ladoaladob/bruno_morais/

lundi, juillet 23, 2012

Lado A Lado B

Essa semana os cantores Lulina e Bruno Morais lançam músicas inéditas no projeto “Lado A Lado B”.

Criado pelos produtores e músicos André Édipo e Missionário José, a ferramenta oferece aos artistas um espaço onde é possível apresentar as suas canções com a mesma proposta do Long Play da década de 40, onde eram comercializadas apenas duas faixas, uma para cada lado do vinil. Com conteúdo gratuito, o “Lado A Lado B” ainda disponibiliza tracks separadas para a criação de remixes pelos internautas.

Lulina apresenta as músicas “Cargas D’Água” e “Paisagem de Higgs” e Bruno traz “O Mundo Vai Me Convencer” e “ Ela Não Sabe Calar”.
Nessa quinta-feira (26/07) os dois se encontram no palco do Centro Cultural Rio Verde para o lançamento do projeto. Abaixo, uma entrevista com os dois!


LADO A

 

U. Como surgiu o projeto LA LB?


Lulina: Foi ideia de Missionário José e André Édipo, que queriam resgatar esse estilo de lançamento de compacto, com duas faixas de cada artista, onde o público poderia participar também criando remixes. Participo com duas músicas inéditas que ficaram de fora do disco que estou gravando esse ano.
Bruno: O projeto surgiu da ideia de Missionario José e André Édipo que queriam reviver a época dos clássicos compactos simples de maneira que também apontasse para o presente, aproveitando esse momento em que cada vez mais as pessoas ouvem músicas avulses, para reinventar o formato de um jeito mais contemporâneo. Eu que já estava esperando uma oportunidade de trabalhar com Missionario e Édipo produzindo algo meu, e sou também fetichista do vinil e do formato compacto, topei na hora. Eu também já estava lançando uma série de compactos, esse vai ser o terceiro da série, tô empolgadíssimo com o lançamento e com o modo como o projeto dispõe as faixas.

 

U. Qual a relação da sua música com a do Bruno/Lulina?


Lulina: Bruno é um amigo querido, que já cantou em meu disco, já compôs comigo em guardanapos de bares e também já gravou música minha em seus projetos. Mesmo nossas canções e inspirações sendo um tanto diferentes, temos esses pontos de encontro de vez em quando, que são sempre muito bons.
Bruno: A Lulina é minha compositora preferida. De alguma maneira eu acho que ela compõe coisas que completam meu trabalho. Ela sempre faz "aquela -faixa-que- faltava-pra-fechar-o-set list".  Temos trabalhos muito diferentes e, acredito, complementares, temos várias parcerias juntos e é uma amiga querida e atenciosa.

 

U. Qual a boa em São Paulo?


Lulina: A boa é ir no show que a gente vai fazer no dia 26 de julho, que será o "lado C" da história.
Bruno: Ver shows dos amigos. Fazer música com os amigos. Comprar discos. Baile Veneno e Bendita Festa.

 

U. Uma trilha sonora, Lado A, pra São Paulo.


Lulina: Vou sugerir "São São Paulo", maravilhosa canção composta por Tom Zé e lançada em um compacto no melhor estilo lado A, lado B, em 1968.
Bruno: “O que fazer em são Paulo na primavera” de Tom Gomes e Luiz Vagner gravada por Leno e Lilian em 1972!! Amo esse track!

 

LADO B

 

U. Se você pudesse escolher uma pessoa pra remixar sua música quem seria?


Lulina: Meu avô.
Bruno: O Chimbinha com a Joelma cantando uns backings no overdub.

 

U. Qual o vinil que você gostaria de ter na sua coleção?


Lulina: "Se o caso é chorar", de Tom Zé.
Bruno: Um disco chamado “Take a Picture” da Margot Guryan.

 

U. Como foi sua primeira vez em São Paulo?


Lulina: Foi ótima para uma primeira vez. E parece que foi ontem.
Bruno: Foi meio puxado e depois animado! Eu vim de excursão de Londrina ver o show da Bjork. Ia ter também Prodigy, Nação Zumbi, etc. Estávamos muito animados e bêbados. Quando chegamos aqui o palco havia caído por culpa de um parafuso (!!), pessoas devolvendo ingressos e show cancelado. As excursões todas voltando pra casa. A gente convenceu o motorista a ficar e desbravar a balada. Acabamos na Torre do Dr. Zero. Bom, de resto só posso dizer que foi massa!!

 

U. Uma trilha Sonora, Lado B, pra São Paulo.


Lulina: Puxando a sardinha para o meu lado: "Balada do Paulista".
Bruno: “Alone, together” com Ella Fitzgerald e Nelson Riddle. rsrs Tô com essa coisa de ouvir discos em dupla de moço e moça.  Será que é porque vou fazer show com a garotinha? ;-)


Baixe e ouça aqui: http://www.jardelmusic.com/ladoaladob

SERVIÇO

Quinta, 26 de Julho
Às 21h00
Centro Cultural Rio Verde
Ingressos: R$ 5,00


* entrevista que fiz para o Uia, hoje. 

vendredi, juillet 20, 2012

pode ser ou é?

nesse caso é!

Tulipa Ruiz é uma grande artista e alcançou um novo patamar entre os músicos independentes de sua geração. Seu segundo disco, Tudo Tanto, será lançado no próximo mês com patrocínio da Natura, música em novela da Globo, e agora um clipe gravado em Londres.

Super bonitinho, bem produzido. O clipe é da canção "É", composta por ela. Pop pop pop! Um pop do bom!

jeudi, juillet 19, 2012

Mostra SESC de Artes 2012

Pessoas de capa preta, óxido de cromo, luvas, toque e sons em sala branca.



É com essa frase enigmática que a Mostra SESC de Artes 2012 se apresenta, seguida de seu slogan: Venha fazer sentido.

Com mais de dez anos de história a mostra é um recorte conceitual com uma ampla programação de arte contemporânea em suas diversas linguagens. O evento se apropria de todas as unidades Sesc, além de espaços inusitados da cidade como terrenos baldios, praças e outros espaços públicos , com o objetivo de provocar pausas, estranhamentos e reflexões.

A linha curatorial dessa edição partiu das discussões sobre “o tradicional ou a tradição no contexto contemporâneo, entendendo esta aproximação como um dos campos de investigação que tem se apresentando de maneira recorrente na produção artística recente” (diz o texto de apresentação). São mais de 70 atrações nacionais e internacionais nas linguagens de artes visuais, artemídia, cinema, dança, literatura, música e teatro.

No cinema as relações entre cinema contemporâneo e cinema mudo criam a instalação ‘Cabine Lumière’ com um filme colaborativo realizado por mais de 40 importantes cineastas como Peter Greenaway,  Abbas Kiarostami, Spike Lee, Win Wenders e outros. Em cartaz no SESC Interlagos e Itaquera.

Na música a curadoria gira em torno da conhecida world music e um foco na produção do hip hop africano, com os sul-africanos do Tumi and The Volume e o Blitz The Ambassador direto de Gana, representando esta direta influência do ocidente em conjunção com ritmos tradicionais. Um destaque da programação musical são os americanos da banda Dengue Fever que combinam rock psicodélico com alusões à realidade do Camboja.

Já nas artes visuais a mostra ‘Desobjetos: A Memória das Coisas’, título em referência a poesia de Manoel de Barros, fala de apropriações e deslocamentos, que possibilitam novos significados simbólicos e poéticos a objetos, materiais, costumes… Nomes conhecidos como Nuno Ramos, Elida Tessler, Marepe e Nazareth Pacheco fazem parte da mostra.

Já a frase enigmática dos anúncios é a descrição da instalação ‘Coded Sensation’ (foto) do australiano Martin Rille, que funciona através do toque, gerando uma explosão de sons e palavras… um convite a participação, à fazer sentido.

Dez dias, dezenas de atrações e uma única certeza: impossível acompanhar tanta coisa! Então entrem no site e façam a sua programação.

E para começar a reflexão compartilho a ideia do filósofo Celso Favaretto em que “tradição não é um passado, mas um modo de pensá-lo”.


http://mostrasescdeartes.sescsp.org.br/


texto meu publicado hoje no Uia.

lundi, juillet 16, 2012

Performance é um negócio muito sério

Marina Abramović

The Artist Is Present



A artista iugoslava Marina Abramović, uma das mais festejadas do século que se auto intitula “a avó da arte da performance” é tema de documentário recém lançado nos EUA.

O filme, dirigido por Matthew Akers, revela detalhes da rotina da artista e das motivações de seu trabalho tendo como ponto de partida a retrospectiva “The artist is present” que aconteceu em 2010 no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York.

Nessa exposição ela apresentou uma performance em que se sentou numa cadeira para se comunicar sem palavras com os espectadores. Foram 77 dias e sete horas diárias sem comer, beber ou ir ao banheiro. As imagens são emocionantes e rendeu até um tumblr ‘Marina Abramović me fez chorar’ (http://marinaabramovicmademecry.tumblr.com/) com imagens de alguns dos emocionados espectadores.

Em entrevista ao Globo no início desse ano Marina diz que sua motivação “era mostrar para os espectadores como é séria e difícil a preparação para uma performance. Não é um entretenimento de merda como aquelas pequenas exibições em museus para as quais você é convidado o tempo todo. Performance é um negócio muito sério. Por isso, espero que o filme ajude as pessoas a entender o significado da performance, não apenas do meu trabalho.”


Trailer - Marina Abramovic The Artist is Present from Show of Force on Vimeo.



O filme já premiado no festival de Berlin e indicado ao Sundance, ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Ficamos aqui ansiosos pelos chororôs!


* texto meu publicado hoje no Uia Diário.

vendredi, juillet 13, 2012

eu tenho um amor que só me vem em sonho



Nada a fazer se não correr...
o novo clipe de Lirinha é um road movie caseiro e em família pelas estradas de Pernambuco.
A música "Nada a Fazer" faz parte do lindo disco 'Lira' lançado ano passado (que falei aqui).
Simples e bonito.

mardi, juin 26, 2012

metaL metaL


Registro do Metá Metá no ECLC ( Zimbher e Banda HOJE 25/06 - Zimbher e Banda) from Olho on Vimeo.


O trio querido e talentoso Metá Metá, formado por Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França, acaba de gravar seu segundo álbum, o Metal Metal, nome que veio de uma piada interna que se referia a formação de banda com baixo, bateria e percussão que tocam vez ou outra e faz um sucesso tremendo nas pistinhas.

Mas, pensando bem, o sucesso nas pistinhas rola sempre, em todas as formações, vê esse vídeo que você vai entender porque...

Lindo!
Que venha o Metal!! Doida pra ouvir!

mercredi, mai 02, 2012

Bahia pra você!

O Radiola Urbana (de novo por aqui) misteriosamente apresenta “Bahia Fantástica”, de Rodrigo Campos. Todinho pra baixar. Aêê!!

Sexta passada fui conferir o show de pré estreia do Bahia Fantástica e foi emocionante! A Casa de Francisca abarrotada virou pista de dança com os hits de Rodrigo, e todo mundo cantou junto. Foi bonito demais! Agora é hora de ouvir, se entregar e aprender todas as letras pra encorpar o coral no dia 31 de maio no SESC Vila Mariana, no lançamento oficial do disco! Vamos todos?

Agora o textinho inspirado da Radiola pra vocês:

 "Foi um delírio com barulho de mar. Três sereias — Andresa, Aninha e Nani — e um só sussuro: “tenho Bahia pra você”. Uma arca se abriu na beira do ribeirão. Cinco doces, dez minutos, dezoito carnavais… E um disco: a Radiola Urbana misteriosamente apresenta “Bahia Fantástica”, de Rodrigo Campos, pra você baixar em MP3 da melhor qualidade e projeto gráfico completo! Boa viagem! E não vá dizer que a Bahia não lhe achou…"

Baixe aqui!!

mercredi, avril 18, 2012

"Quem sabe de si é si"



Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios

É bom! Não incrível, mas é um bom filme!
E que lindos lábios, e que cenas de sexo, Camila Pitanga arrasa!

mardi, avril 03, 2012

minha sereia é princesa do mar


o Bahia Fantástica vem assim, em doses homeopáticas, pra fazer a gente viciar faixa a faixa, prestar bem atenção nos arranjos e saber tudo de cór (de coeur = de coração) na hora do show de lançamento (previsto pro finzinho de maio).

agora é hora de Princesa do Mar! O afrobeat afoxé vibrante da baiana e sereia Andreza.
Uma homenagem linda a Rainha do Mar do mestre Dorival Caymmi, afinal a Bahia é Fantástica!



Gracias Rodrigo Campos! E nem preciso dizer que sou fã já né?

"entrou na maré bruta, virá na maré mansa"

dimanche, mars 25, 2012

dance, dance, otherwise we are lost



PINA 3D é a coisa mais linda do mundo!

PINA - Dance, dance, otherwise we are lost - International Trailer from neueroadmovies on Vimeo.


Não pelo 3D, não pelo Wim Wenders, mas por ela e sua companhia. Que filme lindo, quanta poesia, quanta força, esse sim merece título de "filme de arte"!

Os efeitos de 3D são tímidos, ainda bem, e ajudam a criar profundidades e volumes as coreografias. Os cenários e locações externos são lindos e também propõe novos olhares para as performances. Uma homenagem à altura dela!

Em 2006 eu tive o prazer de assistir o espetáculo "Para crianças de ontem hoje e amanhã" com a companhia no Teatro Alfa e foi inesquecível!

É profundamente tocante. Saí do filme querendo dançar...
OBRIGATÓRIO!



tão bom que ainda tinha o papelzinho do espetáculo guardado!

mercredi, mars 14, 2012

quando a cidade parou...

O DEUS QUE DEVASTA MAS TAMBÉM CURA - Lucas Santtana from Daniel Lisboa on Vimeo.



Lucas Santtana lançou hoje o clipe da faixa "O deus que devasta mas também cura", que é, pra mim, a música mais linda do novo disco. Ficou bonito!

Realização – Cavalo do Cão Filmes
Direção – Daniel Lisboa, Diego Lisboa e Matheus Vianna

dimanche, mars 11, 2012

Sambanzo – Etiópia


Hoje o músico e produtor Thiago França lança online seu novo trabalho Sambanzo – Etiópia.

Pra quem é leitor assíduo do Uia (veja aqui a rapidinha com ele) e ouvinte do nosso podcast conhece bem o trabalho do moço. Mas eu resumo aqui: Thiago é um saxofonista talentosíssimo que acompanha músicos como Criolo e Romulo Fróes e tem projetos próprios como o trio Marginals e o elogiadíssimo Metá Metá com Juçara Marçal e Kiko Dinucci. Só pra ter ideia em 2011 foram 5 discos lançados com participação dele e todos figuraram entre as listas de melhores do ano.

Agora é a vez do Sambanzo!

Esse projeto é a continuação de seu CD de estréia, “Na Gafieira” (2009), que explorava o universo tradicional da gafieira, do samba, choro e da dança de salão. A aproximação com a cultura africana, musical e religiosa ampliou a pesquisa de Thiago e aos poucos foi surgindo o Sambanzo.

Com experimentos em palcos da cidade como o JazznosFundos o projeto tomou corpo, repertório e formação oficial que conta com Kiko Dinucci na guitarra, Marcelo Cabral no baixo, Samba Ossalê na percussão e Welington Moreira “Pimpa” na bateria.

“Sambanzo: Etiópia”, primeiro disco do projeto, foi gravado numa tacada só, em julho de 2011, com intenção de registrar o clima instigado e de improvisação dos shows. Partindo do samba e de seus desdobramentos, Etiópia flerta com a música africana e latina e dialoga com a linhagem evolutiva do jazz, mais livre e abertas a improvisos e a criação coletiva dos músicos. Há influências do afrobeat, do ethio-jazz, da guitarrada paraense e cantigas tradicionais da Umbanda.

Bom demais! O disco está disponível para download pelo site: http://sambanzo.blogspot.com/

E o show de lançamento acontece na próxima terça no SESC Pompeia. Todos intimados!

SERVIÇO

Terça, 13/03 às 21h
Entrada Gratuita
SESC Pompeia



*texto meu publicado sexta no Uia