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lundi, août 13, 2012

matando um leão por dia...

a sensação de agosto é essa, de matar um leão por dia, de uma frase sem ponto, do cachorro louco solto nas ruas, da ansiedade do ano que passou da metade, mas agosto é assim mesmo, pelo menos pra mim...

... e como a gente não tem tempo pra escrever aquele post bonito sobre os 70 anos do caetano, do paulinho da viola, do dia do pais, do aniversário e dos bolos da mãe, irmão, sobrinho, amiga, daquele músculo estirado, daquilo lá e daquele outro também... aí é assim, sobra só um tempinho pra ouvir uma musiquinha aqui outra ali, ser saudoso no meio do caminho e compartilhar por aqui, assim, sem sentido único, sem amarração, sem volta, só pra florear o blog e a vida...


boca, tua boca, boca, tua boca, cala minha boca...
este amor, caetano em estrangeiro, o meu primeiro caetano, o vinil que com a lua inteira supapo me conquistou de pequena...


tão logo este tempo passe para beijar você...
é só porque é paulinho, porque é recife e porque é lindo


mardi, juillet 10, 2012

dança da solidão

"A beleza tem apenas uma origem: a ferida, singular, diferente para cada um, oculta ou visível, que o indivíduo preserva e para onde se retira quando quer deixar o mundo para uma solidão temporária, porém profunda."

Jean Genet - O ateliê de Giacometti

mercredi, mai 16, 2012

l'aimer

Le point de démence de quelqu'un c'est la source même de son charme.




Deleuze e as loucurinhas bem vindas...

lundi, novembre 14, 2011

ok then...



img do site fffound

dimanche, juillet 10, 2011

tin-tin


a minha cara!

(camila que mandou pra ana, que me mandou...)

vendredi, octobre 08, 2010

as pequenas delícias de uma sexta-feira.

sorriso interno é aquele que surge numa sexta de sol e céu azul, quando se toma um mate com limão gelado num divertido almoço com amigos, com direito a brigadeiro, quando lavam seus cabelos com massagem e água gelada, e o cabeleireiro acerta no corte e ainda dá desconto, quando você encontra aquele picolé que desejava há semanas e se delicia, quando temos novos quadros pra pendurar na parede e ainda encerraremos a noite dançando...

quer mais? pra mim tá bom.


samedi, mai 15, 2010

virou

estou meio revoltada com a Virada CUltural deste ano, que tem uma programação bem regular, um orçamento absurdo de 8 milhões, e que desses, boa parte é remanejada de um projeto importante de revitalização de um dos espaços que mais se produz cultura na cidade, e o ano inteiro, que é a Praça Roosevelt (que precisa de mais iluminação, mais segurança, etc etc...).
É um dinheiro gasto como propaganda política, para alavancar a carreira de alguns. E ninguém lembra que, como nos anos passados, os gastos de dois dias zeram o caixa da secretaria, e o restante do ano é quase inexistente de cultura na cidade. Nada acontece nos CÉUs (isso durante o ano todo), os Teatro da prefeitura oferecem bilheteria aos grupos selecionados, cachê que é bom ninguém vê mais até o fim do ano.

fora que a programação deixou de fora alguns dos nomes que mais atuam na cidade, cadê o Kiko Dinucci, o Romulo Froes, Cidadão Instigado, a lista é enorme, mas só tem velharia... ABBA??! Vanusa? Jair Rodrigues de novo? pô eu sei que precisa ser diversificado, precisa agradar a todos, mas precisa dar mais oportunidade aos novos ao invés de ficar repetindo hits da década de 60.

é verdade que o clima é ótimo, todo junto curtindo o centro da cidade. mas fico pensando se não é melhor fazer shows gratuitos no centro todos os fins de semana do ano, e realmente assim criar um hábito nos cidadãos, de consumir cultura, de tornar o centro um espaço mais democrático e menos distante das pessoas.

enfim, um desabafo. ano de eleições é assim. vai chegando e eu vou me sentindo deprimida, chocada, enquanto vou percebendo que vai tudo se repetir outra vez.
é, são paulo.

lundi, avril 05, 2010

seja marginal, seja herói


Ontem fui à exposição do Hélio Oiticica no Itaú Cultural.
Muito boa a expo, ótima seleção de trabalhos, bem envolvente.
Fiz a visita cronologicamente (mesmo não tendo uma indicação explícita pra isso na curadoria) e foi ótimo ver o caminho que o artista percorreu em sua trajetória.

No começo sua participação no movimento Neo Concreto, junto ao Grupo Frente, renderam a bela coleção dos "Metaesquemas", que pra mim é o ápice de sua obra, acho lindas as composições, sua busca pelo fim da pintura como conhecida, as referências fortes de Mondrian, Malevich, do design...




Depois chegam os anos 70, a tropicália, a catarse, a anarquia, e assim como no cinema de Glauber, na música dos Tropicalistas e no teatro de Zé Celso, Oiticica encontrou uma forma de questionar, bagunçar e anarquisar com o que vinha sendo feito até então nas artes-plásticas. O cenário político, de ditadura, determinava essas atitudes e a busca pela liberdade de expressão.
Assim vêm os Parangolés, instalações que buscam a interação, os happenigns, as "imagens sensorias". Ele abre portas para a arte contemporânea.

Pra mim essa confusão não comove tanto, digo estéticamente.
Mas entendo a importância da anarquia, dos questionamentos, da quebra dos conceitos tradicionais de se ver, pensar e produzir arte. De se permitir mais, de proibir menos. "É proibido proibir" já diria Caê.

Oiticica se divide em dois, duas produções distintas, duas decisivas participações em dois importantes momentos da arte brasileira. É de fato um dos maiores.